Autismo e planos de saúde · Atendimento online em todo o Brasil
Se o plano negou, cortou sessões ou travou a autorização das terapias do seu filho, o primeiro passo é reunir a prescrição do médico e a negativa por escrito. Com esses documentos em mãos, dependendo do que a operadora alegou, a recusa pode ser questionada.
Cada família chega com uma história diferente, mas as situações costumam se repetir:
Em qualquer uma delas, é importante reunir o relatório do médico e a negativa por escrito antes de decidir o caminho.
Veja também: Tratamento negado pelo plano e Carência e CPT para pessoas com deficiência.
Trabalho intensivo, em geral com muitas horas semanais, focado em comunicação, autonomia e comportamento. Por envolver alta carga horária, é comum a operadora questionar a quantidade de horas pedida ou dizer que o método não está previsto no contrato.
Ajuda a criança nas atividades do dia a dia e no modo como ela lida com sons, texturas e movimento. A operadora costuma alegar que a abordagem sensorial seria um método específico fora da cobertura.
Trabalha comunicação, fala e alimentação. A negativa costuma vir na forma de limite de sessões por ano, e não de recusa total.
Acompanhamento emocional, de aprendizagem e apoio à família. Aqui também o argumento mais comum é o limite anual de sessões ou a exigência de profissional da rede credenciada.
Quando as terapias acontecem de forma integrada, na mesma clínica e com o time conversando entre si. A operadora às vezes autoriza cada terapia isoladamente, mas recusa o formato integrado ou a clínica escolhida.
O acompanhante terapêutico é o profissional que acompanha a criança em situações do dia a dia seguindo um plano clínico: ele trabalha objetivos definidos pela equipe de saúde e reporta o que observa de volta para essa equipe.
Isso é diferente do apoio escolar, que existe para auxiliar a criança nas tarefas e na rotina da escola e responde à instituição de ensino, não a uma equipe terapêutica. É justamente nessa distinção que a operadora costuma se apoiar para recusar o pedido, alegando tratar-se de apoio educacional ou cuidado não assistencial.
Dependendo de como o trabalho é descrito no relatório clínico e do que a operadora alegou na recusa, essa negativa pode ser questionada. É importante analisar o contrato, a indicação médica e a justificativa apresentada pelo plano.
Validação jurídica necessáriaQuando a clínica sai da rede credenciada no meio do tratamento, a família costuma receber a orientação de recomeçar em outro lugar. Na prática, isso significa trocar a equipe que já conhece a criança e interromper um trabalho em andamento — e é um dos pontos que mais aparecem nos atendimentos.
Também é comum não existir clínica credenciada na cidade onde a família mora, ou existir apenas uma, com fila de espera longa. Dependendo das circunstâncias, a resposta da operadora nessas situações pode ser discutida.
Validação jurídica necessáriaÉ gestor de clínica e busca assessoria jurídica? Conheça o Programa Acesso
Não precisa ter tudo em mãos para conversar. Mas quanto mais desses itens você tiver, mais rápida e clara fica a análise:
Conversamos sobre o que aconteceu e olhamos a prescrição médica, o contrato e a resposta da operadora.
Explicamos, em linguagem simples, o que pode ser discutido e o que costuma ser mais difícil.
A decisão sobre como seguir é sempre da família, com todas as informações na mesa.
Conforme o caso, o assunto pode ser tratado diretamente com a operadora ou levado ao Judiciário.
O atendimento é feito por videoconferência para famílias de qualquer estado e, presencialmente, em Sorocaba (SP). Não há promessa de resultado: cada caso é analisado individualmente.